A próstata e seus problemas
Afinal, o que é próstata? Muitas pessoas já ouviram falar sobre ela, mas Tem apenas uma vaga idéia sobre o seu papel; e muitos não sabem mesmo onde ela se encontra. Na realidade, médicos e cientistas ainda não entendem bem a sua função, de modo que há muito para se conhecer sobre a próstata e as doenças que a afetam.
A glândula prostática está localizada imediatamente abaixo da bexiga. Glândulas secretam fluídos e a próstata fabrica parte do fluído (sêmen) liberado no clímax do ato sexual. A próstata precisa de hormônios dos testículos para que ela possa funcionar, se esses hormônios masculinos estão baixos, a próstata encolhe. O fluído das glândulas é feito no epitélio (camada de células especiais chamadas células epiteliais). Nas glândulas, o eptélio é envolvido por um tecido, chamado estroma. Na próstata, este estroma contém fibras musculares, as quais podem influenciar os sintomas produzidos pelos distúrbios prostáticos. Tanto o epitélio como o estroma crescem com o aumento da próstata. Além disso, embora a próstata tenha a aparência de um único orgão, na realidade ela tem duas partes distintas, cada uma delas sujeita a diferentes doenças.
O interior da glândula prostática
A glândula prostática fica abaixo da bexiga e a uretra (conduz a urina da bexiga até a bertura do pênis) passa através dela. os dois ductos que conduzem o sêmen e o líquido seminal (os canais deferentes) juntam-se à uretra, no interior da próstata.
Embora isso possa parecer um pouco complicado, vai ajudar a compreender os problemas causados pela próstata, e como eles são tratados, se ela for vista como consistindo em uma parte interna e outra externa, ambas constituídas por glândulas (epitélio) envolvidas por tecido (estroma) contendo músculo.
Perto da próstata há dois músculos importantes chamados esfíncteres. Estes controlam a bexiga impedindo que perca urina. Eles também ajudam a eliminar o esperma no clímax do ato sexual. O músculo abaixo da próstata, chamado esfíncter externo da bexiga, é particularmente importante para previnir a perda de urina pela bexiga.
O que causa os sintomas?
Quando um homem envelhece, sua próstata usualmente aumenta de tamanho. A maior parte deste aumento ocorre após os 50 anos, de modo que afeta peddoas de maior idade. O fato de a próstata crescer não é importante em si, e, na verdade, os transtornos que ela causa não dependem de seu tamanho real. Entretanto, a próstata envolve o tubo da beixiga chamado uretra e à medida que ela cresce, comprime a uretra estreitando a via de saída da bexiga. A isto dá-se o nome de obstrução, que resulta na diminuição do fluxo da urina.
Efeitos de uma próstata aumentada
A medida que a próstata aumenta de tamanho, começa a comprimir a uretra, o ducto através do qual a urina tem de passar para esvaziar a bexiga. Como consequência, a micção é dificultada e a bexiga não se esvazia completamente.
Sintomas da obstrução
Uma vez que a obstrução ocorre gradualmente, muitos homens não se dão conta de que ela está acontecendo. Eles podem notar que o jato da urina já não atinge tanta distância como constumava quando eram mais jovens e que não sai com tanta força. À medida que essa condição piora, pode haver uma demora para o início da micção (chamada hesitação) e o jato de urina interrompe-se no final, algumas vezes terminando num gotejamento desagradável. Pode também haver uma sensação de que ainda há urina na bexiga – referindo como esvaziamento incompleto.
Sintomas obstrutivos
Quando o aumento da próstata obstrui diretamente a bexiga,os seguintes sintomas podem ser observados:
Hesitação
Ter de esperar para que a urina comece a fluir.
Fluxo fraco
A urina flui com menos força, atingindo uma pequena distância, às vezes diretamente para baixo.
Gotejamento terminal
O fluxo de urina continua após o jato principal, às vezes em golfadas ou em gotas. Ocasionalmente, vem um segundo grande jato de urina (às vezes chamado micção em dois tempos).
Esvaziamento incompleto
Há a sensação de que ainda resta urina na bexiga, após terminada a micção.
Desenvolvimento dos sintomas irritativos
Os sintomas obstrutivos descritos acima podem não ser muito problemáticos. Entretanto, a bexiga tem de fazer um grande esforço para vencer a abstrução e, depois de um certo tempo, isso pode afetar o seu funcionamento.
Alguns homens desenvolvem sintomas irritativos. Eles sentem necessidade de urinar mais vezes (frequência), com uma sensação de premência (urgência) que pode chegar ao ponto de se molharem. Se esses sintomas invadem a noite (noctúria), a perda de sono vai tornar-se um problema.
Isso pode resultar num grande incômodo, não apenas para o próprio homem, que vai ter de evitar longas caminhadas, procurando sempre estar por perto de um mictório público, como para sua família, amigos e colegas, os quais podem não ser sempre compreensivos.
Na realidade, os amigos e parentes dão-se conta do problema mesmo antes do sofredor, o qual vai aos poucos adaptando suas atividades aos sintomas e considerando estes como parte da vida. Frequentemente um paciente é encorajado a procurar tratamento por sua esposa, cujo o sono é continuamente interrompido por suas idas ao banheiro.
Sintomas irritativos
Os efeitos sobre a bexiga de ter de fazer um grande esforço paravencer a obstrução pode causar os seguintes sintomas.
Frequência
Um tempo anormalmente pequeno entre duas micções
Noctúria
Acordar a noite para urinar.
Urgência
Ser incapaz de se conter após sentir vontade de urinar. Pode levar à perda de urina (incontinência).
Sensação de esvaziamento
Com sintomas irritativos pode haver uma sensação de que o esvaziamento da bexiga não se completou, mesmo ela estando vazia.
Retenção aguda de urina
Algumas vezes acontece de um homem com próstata aumentada, de repente, ser incapaz de urinar. A bexiga enche e torna-se dolorida. Isto é chamado retenção aguda.
A causa da retenção pode, às vezes, ser identificada. É uma complicação comum de operações cirurgicas e mesmo estar confinado ao leito, por uma infecção pulmonar, por exemplo, pode ser suficiente. Uma constipação pode causar uma retenção.
Alguns homens desenvolvem retenção se suas bexigas ficam muito cheias. Isto pode ocorrer, por exemplo, numa viagem longa. Antigamente, em feriados prolongados, era comum que hospitais vizinhos a grande engarrafamentos recebessem homens com retenção urinária. Isso ainda pode acontecer nos dias de hoje, mas a introdução de toaletes nos ônibus de carreira fez uma grande diferença.
O frio é um outro problema. A retenção geralmente acomete homens participando de cerimônias de casamento no inverno, quando, talvez depois de alguns drinques, vai haver um longo período de espera ao relento for a da igreja enquanto o fotógrafo está realizando o seu trabalho. Drinques longos, especialmente de bebidas alcólicas, enchem a bexiga de forma bastante rápida. Medicamentos chamados diuréticos, prescritos para remover fluído excessivo do corpo devido a doenças cardíacas uo pulmonares, também podem causar retenção.
Entretanto, a retenção frequentemente ocorre sem nenhuma razão aparente, em homens que previamente não tinham tido problemas de próstata – talvez porque eles tinham os sintomas obstrutivos que incomodavam menos. Por que isso acontece ainda não está bem esclarecido. É possível que a interrupção final seja causada por uma leve infecção ou alguma outra coisa que cause inchação da próstata.
Retenção crônica da urina
Uma retanção não-dolorosa da urina (retenção crônica) ocorre ao longo de meses ou anos e a bexiga vai dilatando-se até alcançar quatro a cinco vezes sua tamanho normal. De maneira geral, os homens não se dão conta de que isso esteja acontecendo, mas às vezes a bexiga cheia vaza e molha a roupa. Em alguns casos, a pressão na bexiga pode aumentar e lesar os rins. Isto é muito raro, embora seja muito improvável que homens com distúrbios da próstata desenvolvam insuficiência renal; um tratamento adequados nos estágios iniciais vai curá-lo completamente, assim, é importante que exames sejam realizados para excluir essa possibilidade.
Outras complicações
Se a bexiga não pode esvaziar-se adequadamente, qualquer urina que permanece nela pode infectar-se ou formar cristais que crecem formando pedras. Se a urina se infecta, isso pode causar uma sensação de queimação, chamada disuria, durante a micção.
Uma cirurgia da próstata pode ser necessária para resolver as infecções repetidas, mas às veses isso pode ser um sintoma de prostatite.
Algumas vesez uma próstata aumentada pode sangrar, mas o sangramento provavelmente é devido a outras causas e deve ser investigado. Muito ocasionalmente, sangramentos repetidos são razões para uma cirurgia de próstata.
Porque do aumento da próstata
O aumento da próstata é mais comumente devido a um crescimento natural do tecido prostático e é parte do processo de envelhecimento. Pode também se dever a um câncer ou a uma inflamção da próstata.
Hiperplasia benigna da próstata
Na maioria dos homens a próstata aumenta à medida que envelhecem. Sob microscópio, esse aumento benigno (simple, não canceroso) é visto como uma alteração chamada hiperplasia benigna da próstata, ou HBP.
A razão exata para esse crescimeto ainda é incerta, mas ela precisa de hormônios masculinos e não ocorre em homens castrados quando jovens. A maioria dos homens acima de 80 anos tem essa condição e cerca de metade deles apresenta algum sintoma decorrente disso.
À medida que a próstata aumenta, crescem ambos, epitélio estroma. Às vezes a próstata não está muito aumentada e os sintomas são causados pela contração do músculo no estroma que comprime abertura da bexiga e a uretra.
A HBP inicia-se na parte interna da glândula e a medida que ela aumenta espreme a parte externa da glândula até que esta se reduza a uma fina camada, então denominada cápsula. A HBP nunca se espalha para além da glândula. Não importa o tamanho que a próstata atinja, ela permanece coberta pela cápsula, como uma castanha em sua casca. Quando um médico examina uma glândula com HBP, ela tem uma superfície lisa com uma forma regular e uma consistência elástica, em vez de dura. A não ser que ela cause os tipos de sintomas descritos acima neste capítulo, o paciente não irá sentir nada de diferente simplesmente porque sua próstata está aumentada e a glândula parece funcionar normalmente.
Câncer da próstata
O câncer da próstata mais comumente afeta a camada externa da glândula, mas à medida que o tumor cresce e invade a parte central, ele vai obstruir a uretra.
Câncer da próstata
A próstata é um dos orgãos que pode desenvolver tumores cancerosos. Estes usualmente se iniciam na parte externa da glândula e inicialmente podem não bloquear a uretra. Muitos homens com tumores têm, coincidentemente, HBP e são os sintomas desta que levam à descoberta do câncer. Envolvendo a parte externa da glândula há uma fina camada de tecido que também é chamada de cápsula, o que pode causar confusão.
No início, o tumor fica confinado a esta cápsula externa, mas, á medida que cresce, espalha-se através da cápsula e cresce para dentro dos tecidos ao redor da próstata. Ele pode se espalhar por meio de células que se destacam dele. Estas são sequestradas pelas glândulas linfáticas próximas à próstata de onde podem-se desenvolver em turmores secundários (metástases). O tumor também pode-se espalhar através dos vasos sanguíneos, geralmente para os ossos da coluna e da pelve.
Um médico vai suspeitar de um tumor se há um nódulo duro na próstata, se esta como um todo está dura e sua forma é irregular. Entretanto, tumores muito pequenos são impossíveis de serem identificados.
Prostatite
A inflamação da próstata (prostatite) por infecção ou qualquer outra causa não é incomum e pode ocorrer em todas as idades. Algumas vezes ela causa sintomas como os da cistite – dor em queimadura durante a micção. Nos homens mais velhos, que já estejam sofrendo de HBP, ela pode exacerbar os sintomas prostáticos.
A prostatite pode causar sintomas muito vagos e ser difícil de diagnosticar. Adiante há mais informação sobre prostatite.
Pontos centrais
Os sintomas prostáticos podem ser obstrutivos ou irritativos.
Os pricipais distúrbios da próstata são:- Hiperplasia benigna da próstata (HBP).- Câncer de próstata.- Prostatites.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Inflamação na garganta
O que é amigdalite?Dor de garganta? Febre? Você pode estar curtindo uma amigdalite. Em curtas palavras, amigdalite é a infecção das amígdalas palatinas. O inverno seco e poluído em alguns lugares, contribui para o surgimento e desenvolvimento das amigdalites, que predominam entre as crianças.As amígdalas são massas de tecido esponjoso linfóide, localizadas na parte de trás da garganta, na entrada das vias respiratórias, nos dois lados da garganta. Elas agem como filtros, ajudando a prevenir que infecções da garganta, boca e seios da face se espalhem para o resto do corpo. As amígdalas também são responsáveis pela produção de anticorpos, que ajudam a combater as infecções na garganta e no nariz. As amígdalas são muito suscetíveis à infecção. A amigdalite, portanto, é a inflamação das amígdalas.CausasAs amigdalites pode ser tanto de origem viral quanto bacteriana, sendo que esta última pode ser facilmente identificada por apresentar pus, ou seja, aqueles pontos brancos, também conhecidos por placas. Sendo bacteriana, a doença deve ser tratada com antibióticos. As virais, no entanto, não se beneficiam deste tipo de tratamento, possuindo um ciclo próprio e necessitando apenas de medicação para alívio dos sintomas, como antitérmicos e analgésicos.A amigdalite bacteriana é causada, principalmente, pela bactéria Streptococcus pyogenes, sendo o tipo mais perigoso das infecções de garganta. A febre que atinge os pacientes acometidos por esta bactéria pode mesmo chegar aos 40ºC e ocasionalmente podem se formar abscessos.As crianças desenvolvem amigdalite quando enfrentam queda na resistência dos seus organismos e variações bruscas de temperatura, típicas desta época do ano.
Fatores de Risco para AmigdaliteMás condições de habitação, presença de animal doméstico na residência, exposição ao fumo e apetite diminuído são possíveis fatores que podem ajudar no desenvolvimento da amigdalite aguda ou na amigdalite de repetição, definida como 5 a 7 episódios de infecção durante o ano.A amigdalite aguda é hoje, como também foi no passado, uma das infecções de vias aéreas de maior freqüência. Na era pré-antibiótica, a denominação de angina (do latim angere, que significa sufocar) denota bem a gravidade dos quadros clínicos e de suas complicações.Foi nesta época que surgiu a técnica da amigdalectomia (popularmente conhecida como operação de garganta), então praticada com técnicas rudimentares de anestesia e com altos índices de complicações. Porém, com o desenvolvimento da técnica cirúrgica e dos meios de anestesia, a cirurgia difundiu-se, tornando-se até abusiva.
Após a descoberta dos antibióticos, o controle dos casos mais simples e a diminuição do número de complicações, a amigdalectomia ainda se mantinha como importante indicação, nos casos de infecções de repetição, pois pouca função se atribuía as amígdalas. No entanto, com o desenvolvimento da Imunologia, confirmou-se o envolvimento das amígdalas no processo de defesa do organismo e a dúvida sobre o efeito da cirurgia, sobre a imunidade dos pacientes, começou a ser levantada.A presença de maior número de infecções está ligada principalmente a piores condições sócio-econômicas, como ocorre com a população pobre, que geralmente habita locais pequenos e com grande número de moradores, aliadas à presença de animais domésticos, à exposição passiva ao tabaco, e à falta de alimentação adequada das crianças, fazendo com que estes sejam os potenciais fatores de risco para o aparecimento desses quadros.SintomasAlém da dor e da febre, o inchaço dos gânglios (íngua), em qualquer lado do pescoço e da mandíbula, também serve como indicativo da amigdalite. Dor de ouvido, dificuldade para engolir, calafrios, dor de cabeça, hálito diferente, mudanças no paladar e no olfato, dores musculares, dor de barriga e vômitos são outros dos sintomas comumente relatados.Complicações e TratamentoA amigdalite, se não tratada, pode trazer algumas complicações secundárias, como febre reumática ou "reumatismo no sangue" (patologia que lesa o coração de forma grave, podendo também acometer outros órgãos e que ocorre nos casos de amigdalite bacteriana não tratada ou parcialmente tratada), surdez, problemas nos rins e no coração. A amigdalite pode levar também a casos graves, inclusive de septicemia e choque bacteriano, que correspondem a infecção do sangue.
Cirurgia e AntibióticosA retirada das amígdalas deixa o organismo desprotegido da sua ajuda, no combate às infecções, na medida em que elas são o primeiro escudo contra as bactérias, que querem invadir o organismo. Pessoas sem amígdalas desenvolvem mais faringites. Portanto, é um procedimento que deve ser evitado ao máximo, assim como se deve evitar os excessos na administração de antibióticos, muitas vezes tomados sem a orientação médica e na dosagem errada, o que não ajuda em nada no tratamento da infecção. Como qualquer medicamento, eles provocam reações no organismo, além de favorecer ao aparecimento de bactérias resistentes, quando utilizados indiscriminadamente.Prevenção e Tratamento.
O desconforto causado pela amigdalite, principalmente em crianças, pode ser aliviado com o gargarejo de uma solução contendo uma pitada de sal, dissolvido em meio copo de água morna. Bebidas mornas, como chás (com ou sem mel) e sopas, assim como outros alimentos macios, se forem toleráveis, ajudam a criança a manter-se alimentada, apesar da dificuldade para engolir.
Água gelada, andar descalço, tomar chuva, não trazem a doença, mas são fatores que podem produzir variações de temperatura, estabelecendo um melhor terreno para a instalação da bactéria.
Mas o fundamental é a ida ao médico, para o diagnóstico correto e a instituição de um tratamento adequado, no máximo 48 horas após o inicio dos sintomas. A amigdalite bacteriana responde muito bem ao tratamento com penicilina ou antibióticos derivados dela, ou no caso de alergias a este antibiótico, a eritromicina pode ser uma boa escolha. Outros antibióticos existem e podem ser indicados pelo medico que avalia a criança. A febre irá ceder 48 horas após o início do tratamento.
Nunca medique seu filho por conta própria. Ele pode ter crescido e assim a dose do medicamento estará fraca e isso será o mesmo que não tratar.
A amigdalite tem um alto contagio entre familiares, e só após aproximadamente 48 horas de tratamento, é que diminui este risco. Portanto o cuidado, principalmente entre irmãos, deve ser instituído, e se sintomas semelhantes aparecerem o médico deverá novamente ser consultado.
Fatores de Risco para AmigdaliteMás condições de habitação, presença de animal doméstico na residência, exposição ao fumo e apetite diminuído são possíveis fatores que podem ajudar no desenvolvimento da amigdalite aguda ou na amigdalite de repetição, definida como 5 a 7 episódios de infecção durante o ano.A amigdalite aguda é hoje, como também foi no passado, uma das infecções de vias aéreas de maior freqüência. Na era pré-antibiótica, a denominação de angina (do latim angere, que significa sufocar) denota bem a gravidade dos quadros clínicos e de suas complicações.Foi nesta época que surgiu a técnica da amigdalectomia (popularmente conhecida como operação de garganta), então praticada com técnicas rudimentares de anestesia e com altos índices de complicações. Porém, com o desenvolvimento da técnica cirúrgica e dos meios de anestesia, a cirurgia difundiu-se, tornando-se até abusiva.
Após a descoberta dos antibióticos, o controle dos casos mais simples e a diminuição do número de complicações, a amigdalectomia ainda se mantinha como importante indicação, nos casos de infecções de repetição, pois pouca função se atribuía as amígdalas. No entanto, com o desenvolvimento da Imunologia, confirmou-se o envolvimento das amígdalas no processo de defesa do organismo e a dúvida sobre o efeito da cirurgia, sobre a imunidade dos pacientes, começou a ser levantada.A presença de maior número de infecções está ligada principalmente a piores condições sócio-econômicas, como ocorre com a população pobre, que geralmente habita locais pequenos e com grande número de moradores, aliadas à presença de animais domésticos, à exposição passiva ao tabaco, e à falta de alimentação adequada das crianças, fazendo com que estes sejam os potenciais fatores de risco para o aparecimento desses quadros.SintomasAlém da dor e da febre, o inchaço dos gânglios (íngua), em qualquer lado do pescoço e da mandíbula, também serve como indicativo da amigdalite. Dor de ouvido, dificuldade para engolir, calafrios, dor de cabeça, hálito diferente, mudanças no paladar e no olfato, dores musculares, dor de barriga e vômitos são outros dos sintomas comumente relatados.Complicações e TratamentoA amigdalite, se não tratada, pode trazer algumas complicações secundárias, como febre reumática ou "reumatismo no sangue" (patologia que lesa o coração de forma grave, podendo também acometer outros órgãos e que ocorre nos casos de amigdalite bacteriana não tratada ou parcialmente tratada), surdez, problemas nos rins e no coração. A amigdalite pode levar também a casos graves, inclusive de septicemia e choque bacteriano, que correspondem a infecção do sangue.
Cirurgia e AntibióticosA retirada das amígdalas deixa o organismo desprotegido da sua ajuda, no combate às infecções, na medida em que elas são o primeiro escudo contra as bactérias, que querem invadir o organismo. Pessoas sem amígdalas desenvolvem mais faringites. Portanto, é um procedimento que deve ser evitado ao máximo, assim como se deve evitar os excessos na administração de antibióticos, muitas vezes tomados sem a orientação médica e na dosagem errada, o que não ajuda em nada no tratamento da infecção. Como qualquer medicamento, eles provocam reações no organismo, além de favorecer ao aparecimento de bactérias resistentes, quando utilizados indiscriminadamente.Prevenção e Tratamento.
O desconforto causado pela amigdalite, principalmente em crianças, pode ser aliviado com o gargarejo de uma solução contendo uma pitada de sal, dissolvido em meio copo de água morna. Bebidas mornas, como chás (com ou sem mel) e sopas, assim como outros alimentos macios, se forem toleráveis, ajudam a criança a manter-se alimentada, apesar da dificuldade para engolir.
Água gelada, andar descalço, tomar chuva, não trazem a doença, mas são fatores que podem produzir variações de temperatura, estabelecendo um melhor terreno para a instalação da bactéria.
Mas o fundamental é a ida ao médico, para o diagnóstico correto e a instituição de um tratamento adequado, no máximo 48 horas após o inicio dos sintomas. A amigdalite bacteriana responde muito bem ao tratamento com penicilina ou antibióticos derivados dela, ou no caso de alergias a este antibiótico, a eritromicina pode ser uma boa escolha. Outros antibióticos existem e podem ser indicados pelo medico que avalia a criança. A febre irá ceder 48 horas após o início do tratamento.
Nunca medique seu filho por conta própria. Ele pode ter crescido e assim a dose do medicamento estará fraca e isso será o mesmo que não tratar.
A amigdalite tem um alto contagio entre familiares, e só após aproximadamente 48 horas de tratamento, é que diminui este risco. Portanto o cuidado, principalmente entre irmãos, deve ser instituído, e se sintomas semelhantes aparecerem o médico deverá novamente ser consultado.
Inflamação do femur
Lesões dos meniscos
Os joelhos são constituídos, cada um deles, por dois meniscos, um menisco interno (ou médio) e um menisco externo (ou lateral), estando cada um situado entre um dos côndilos femorais e uma das cavidades glenoideias da tíbia.
A presença destas cartilagens específicas é fundamental para o funcionamento do joelho, já que a sua forma e consistência especiais permitem um melhor encaixe e evitam o atrito directo das extremidades ósseas, o que confere uma melhor estabilidade à articulação e contribui para suportar a carga do peso corporal ao andar.
Causas e tipos de lesões
As lesões nos meniscos podem ser provocadas por qualquer movimento forçado do joelho, quedas e traumatismos na zona. Como é lógico, embora sejam problemas mais comuns nos desportistas e também em determinadas profissões (por exemplo, entre os mineiros), também podem acontecer na vida quotidiana em caso de queda ou movimento brusco ou atípico. Por conseguinte, é possível que o menisco não se consiga deslocar adequadamente e fique preso ou pressionado pelos ossos. Por outro lado, também pode sofrer uma exagerada tracção provocada pelas estruturas articulares às quais se encontra unido, o que acaba por superar a sua resistência. Estes são os mecanismos responsáveis pelos dois tipos de lesões mais comuns: a ruptura total ou parcial do menisco e a desunião das estruturas articulares às quais se encontra unido.
Sintomas e consequências
As lesões do menisco costumam ser acompanhadas por um "estalido", no momento em que se dá a lesão, pelo surgimento de dor e pela produção de uma inflamação. No entanto, ambos os problemas vão gradualmente diminuindo de intensidade até desaparecerem por completo, ao fim de alguns dias. Todavia, a mobilidade do joelho costuma ficar mais ou menos afectada, limitando a sua capacidade de flexão e dificultando a sua total extensão, na medida em que a desunião ou a colocação de um pedaço do menisco lesionado entre os ossos pode provocar um bloqueio articular, no qual o joelho fica fixo na sua posição de flexão, sem que seja possível movê-lo. Embora este problema, por vezes, se possa curar de forma espontânea, possibilitando praticamente o normal movimento do joelho, noutros casos, o joelho fica permanentemente bloqueado. A desunião ou ruptura parcial periférica pode ser solucionada, ao fim de algumas semanas, através da cicatrização ou com o tratamento adequado. Todavia, quando a lesão se dá no corpo do menisco ou quando é uma ruptura total, as probabilidades de cicatrização espontânea são muito poucas. Caso não seja efectuado o tratamento adequado, a lesão torna-se permanente, provocando dor perante a realização de determinados movimentos e a produção, a qualquer momento, de um bloqueio do joelho ou de uma insuficiência ao nível da articulação, ou seja, uma sensação de instabilidade ao apoiar o pé no chão.
Diagnóstico e tratamento
Embora seja possível diagnosticar as lesões nos meniscos através da descrição dos sinais e sintomas e dos exames físicos, os médicos apenas costumam confirmar o diagnóstico e determinar o tipo de lesão após a realização de um exame denominado artrografia, uma radiografia específica efectuada após a injecção de ar ou de uma substância de contraste na articulação, através da qual é possível observar os meniscos e as suas alterações. É igualmente possível recorrer a uma artroscopia, um exame no qual é possível visualizar as estruturas internas da articulação e determinar com precisão as lesões do menisco.
Embora o tratamento passe, na maioria dos casos, por uma intervenção cirúrgica, caso a lesão seja recente, pode-se procurar facilitar a sua cicatrização através da imobilização do joelho com gesso de uma a três semanas. A intervenção cirúrgica mais comum consiste em abrir a articulação e extrair o menisco lesionado, na medida em que, quatro semanas após a realização da mesma, é desencadeado um processo espontâneo de renovação, que provoca a formação de uma nova cartilagem fibrosa semelhante ao menisco, capaz de desempenhar as suas funções na perfeição. Por outro lado, convém realizar vários exercícios e outras técnicas específicas de fisioterapia, de modo a recuperar a funcionalidade do joelho e fortalecer os músculos da zona afectada.
Uma outra possibilidade de tratamento mais moderna consiste na reparação da lesão através de uma artroscopia, tendo em conta que desta forma não é necessário abrir o joelho, o que torna a recuperação mais rápida e permite que o paciente se levante e caminhe no dia seguinte, permitindo um período pós-operatório mais curto.
Os joelhos são constituídos, cada um deles, por dois meniscos, um menisco interno (ou médio) e um menisco externo (ou lateral), estando cada um situado entre um dos côndilos femorais e uma das cavidades glenoideias da tíbia.
A presença destas cartilagens específicas é fundamental para o funcionamento do joelho, já que a sua forma e consistência especiais permitem um melhor encaixe e evitam o atrito directo das extremidades ósseas, o que confere uma melhor estabilidade à articulação e contribui para suportar a carga do peso corporal ao andar.
Causas e tipos de lesões
As lesões nos meniscos podem ser provocadas por qualquer movimento forçado do joelho, quedas e traumatismos na zona. Como é lógico, embora sejam problemas mais comuns nos desportistas e também em determinadas profissões (por exemplo, entre os mineiros), também podem acontecer na vida quotidiana em caso de queda ou movimento brusco ou atípico. Por conseguinte, é possível que o menisco não se consiga deslocar adequadamente e fique preso ou pressionado pelos ossos. Por outro lado, também pode sofrer uma exagerada tracção provocada pelas estruturas articulares às quais se encontra unido, o que acaba por superar a sua resistência. Estes são os mecanismos responsáveis pelos dois tipos de lesões mais comuns: a ruptura total ou parcial do menisco e a desunião das estruturas articulares às quais se encontra unido.
Sintomas e consequências
As lesões do menisco costumam ser acompanhadas por um "estalido", no momento em que se dá a lesão, pelo surgimento de dor e pela produção de uma inflamação. No entanto, ambos os problemas vão gradualmente diminuindo de intensidade até desaparecerem por completo, ao fim de alguns dias. Todavia, a mobilidade do joelho costuma ficar mais ou menos afectada, limitando a sua capacidade de flexão e dificultando a sua total extensão, na medida em que a desunião ou a colocação de um pedaço do menisco lesionado entre os ossos pode provocar um bloqueio articular, no qual o joelho fica fixo na sua posição de flexão, sem que seja possível movê-lo. Embora este problema, por vezes, se possa curar de forma espontânea, possibilitando praticamente o normal movimento do joelho, noutros casos, o joelho fica permanentemente bloqueado. A desunião ou ruptura parcial periférica pode ser solucionada, ao fim de algumas semanas, através da cicatrização ou com o tratamento adequado. Todavia, quando a lesão se dá no corpo do menisco ou quando é uma ruptura total, as probabilidades de cicatrização espontânea são muito poucas. Caso não seja efectuado o tratamento adequado, a lesão torna-se permanente, provocando dor perante a realização de determinados movimentos e a produção, a qualquer momento, de um bloqueio do joelho ou de uma insuficiência ao nível da articulação, ou seja, uma sensação de instabilidade ao apoiar o pé no chão.
Diagnóstico e tratamento
Embora seja possível diagnosticar as lesões nos meniscos através da descrição dos sinais e sintomas e dos exames físicos, os médicos apenas costumam confirmar o diagnóstico e determinar o tipo de lesão após a realização de um exame denominado artrografia, uma radiografia específica efectuada após a injecção de ar ou de uma substância de contraste na articulação, através da qual é possível observar os meniscos e as suas alterações. É igualmente possível recorrer a uma artroscopia, um exame no qual é possível visualizar as estruturas internas da articulação e determinar com precisão as lesões do menisco.
Embora o tratamento passe, na maioria dos casos, por uma intervenção cirúrgica, caso a lesão seja recente, pode-se procurar facilitar a sua cicatrização através da imobilização do joelho com gesso de uma a três semanas. A intervenção cirúrgica mais comum consiste em abrir a articulação e extrair o menisco lesionado, na medida em que, quatro semanas após a realização da mesma, é desencadeado um processo espontâneo de renovação, que provoca a formação de uma nova cartilagem fibrosa semelhante ao menisco, capaz de desempenhar as suas funções na perfeição. Por outro lado, convém realizar vários exercícios e outras técnicas específicas de fisioterapia, de modo a recuperar a funcionalidade do joelho e fortalecer os músculos da zona afectada.
Uma outra possibilidade de tratamento mais moderna consiste na reparação da lesão através de uma artroscopia, tendo em conta que desta forma não é necessário abrir o joelho, o que torna a recuperação mais rápida e permite que o paciente se levante e caminhe no dia seguinte, permitindo um período pós-operatório mais curto.
domingo, 27 de setembro de 2009
Inflamaçôes das doenças intestinais

CaracterísticasDrauzio – Quais as principais características da inflamação das doenças intestinais? Flavio Steinwurz – Na verdade, a inflamação é uma defesa do organismo contra um agente agressor. Portanto, só se torna uma doença, quando a defesa não é normal. No caso específico das doenças inflamatórias, a inflamação é anômala, exagerada e acarreta lesões.Costumo me valer de uma comparação bem simples para explicar o que acontece. Diante de uma formiga em nossa casa, o problema acaba se a espantarmos ou pisarmos nela. Jogar o computador em cima da formiga é um ato exagerado para livrarmo-nos de uma ameaça insignificante. No que se refere às doenças inflamatórias que acometem o intestino, a resposta da defesa é uma reação anormal que lesa o próprio intestino e causa feridas ou inflamações persistentes.Drauzio – O que diferencia a retocolite inflamatória das demais doenças inflamatórias que acometem os intestinos?Flavio Steinwurz – Entre as várias doenças inflamatórias que acometem o intestino, existem duas chamadas de inespecíficas – a retocolite ulcerativa e a doença de Crohn – de causa e cura desconhecidas. Como não se sabe qual é o fator que desencadeia essas enfermidades, não se pode considerá-las curáveis e elas recidivam. Ou seja, o máximo que se consegue com o tratamento é tirar o paciente da crise, mas ele permanece sujeito a novas crises no futuro.Tanto a retocolite quanto a doença de Crohn caracterizam-se por inflamações crônicas e exuberantes, que persistem por períodos prolongados e, quando controladas, reaparecem em surtos de atividade de tempos em tempos. A diferença entre elas está no grau de inflamação. Na retocolite ulcerativa, ela é superficial, atingindo a mucosa do intestino grosso exclusivamente. Na doença de Crohn, pode acometer qualquer parte do tubo digestivo. Ela atravessa a mucosa e penetra as quatro camadas da parede intestinal, podendo provocar também fissuras fora do intestino que vão acarretar outras complicações. Além disso, na retocolite ulcerativa, a lesão é continua na área do intestino agredida pela inflamação, ao passo que, na doença de Crohn, existem ilhas de áreas saudáveis, sem doença. As lesões são salteadas, ou seja, há áreas de intestino normal e áreas doentes.Drauzio – Como evolui a retocolite ulcerativa?Flavio Steinwurz – As lesões da retocolite ulcerativa são contínuas, mas podem estar limitadas a certos segmentos do intestino grosso. Conforme a região em que aparecem, recebem denominações especiais: proctite (final do reto), retossigmóide (reto e sigmóide), hemicolite esquerda (parte esquerda do intestino) e colite universal ou pancolite, a mais desagradável de todas, que pega todo o intestino grosso. Dependendo da extensão e das características da doença, o quadro pode ser mais ou menos grave. Será menos exuberante, se as feridinhas forem pequenas e superficiais. Quando as úlceras são grandes e, às vezes, confluentes, isto é, uma ferida se junta com a outra, podem provocar mais sangramento e a simples presença desses ferimentos irrita a mucosa intestinal e acelera o intestino, causando diarréia.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
ARTRITE REUMATÓIDE: TRATAMENTO

Exames laboratoriais: avaliação da atividade inflamatória
Os testes utilizados são VSG (velocidade da sedimentação globular, também denominado hemossedimentação e eritrossedimentação), proteína C reativa e menos vezes alfa-1 glicoproteína ácida. Costumam estar elevados proporcionalmente à gravidade da doença e diminuir com o sucesso do tratamento. Não esquecer que estes testes não são específicos. Podem estar elevados em qualquer doença que provoque inflamação ou infecção.
O fator reumatóide (FR) é a anormalidade imunológica mais marcante da AR. Aparece em 80% dos pacientes e, portanto, utilizado como critério diagnóstico de primeira linha. Entretanto, além de não estar presente em 20% dos pacientes com AR, pode demorar até 1 ano para tornar-se positivo. Outro fato relevante a respeito do FR é a sua presença em outras doenças reumáticas e não reumáticas tais como hepatite crônica ativa, hepatite viral, lepra, tuberculose, doenças malignas e várias outras. Nestes casos, em geral, o título (concentração) costuma ser mais baixo.
O resultado do exame deve ser um número. Sugere-se não aceitar testes expressos em cruzes ou somente positivo ou negativo.
Exames descritos recentemente, fator perinuclear e anticorpos anti-queratina, são menos vezes positivos mas podem ser as únicas alterações precoces e, deste modo, proporcionar diagnóstico em fase inicial da doença. Este fato é importantíssimo para que o tratamento correto seja iniciado logo, evitando-se as deformidades já citadas.
Hemograma completo, plaquetas, transaminases e exame comum de urina são obrigatórios para que se possa avaliar os efeitos colaterais dos medicamentos usados. Ultimamente, pesquisa de vírus de hepatite (principalmente vírus C) têm sido incluídos na avaliação inicial e, eventualmente, durante a evolução.
Também são necessários exames para avaliar comprometimento dos rins e fígado e outros que a avaliação inicial ou evolução da doença indicar.
Exames por imagens
Os exames podem ser utilizados para diagnóstico, para estabelecer o estágio de comprometimento articular e para comparação com exames prévios visando avaliar a eficácia do tratamento.
Radiografias convencionais
Não mostram alterações específicas da Artrite Reumatóide (AR) em fase inicial mas edema e osteoporose articular e ausência de alterações que sugiram outra doença articular são úteis para encaminhar o diagnóstico. As deformidades aparecem em doença mais avançada.
Ecografia articular
Executada por especialista experiente pode detectar mínimas lesões que já ocorreram nos primeiros meses da Artrite Reumatóide(AR). Também é utilizada para avaliar lesòes em tendões.
Ressonância magnética
É bastante sensível para demonstrar inflamação articular e comprometimento cartilaginoso precoce e lesões em tecidos moles (tendões, ligamentos e nervos).
Critérios diagnósticos
São utilizados os critérios publicados em 1987 pelo Colégio Americano de Reumatologia, sendo necessários pelo menos quatro:
artrite de três ou mais articulações vistas por médico e com envolvimento simultâneo com duração mínima de 6 semanas
artrite de articulações das mãos, incluindo punhos, com duração mínima de 6 semanas
artrite simétrica (para interfalangianas e metacarpofalangianas não é necessário o mesmo dedo)com duração mínima de 6 semanas
rigidez matinal de mais de 1 hora com duração mínima de 6 semanas
presença de fator reumatóide
nódulos reumatóides
alterações radiológicas sugestivas de Artrite Reumatóide (AR).
Como se trata?
Nos últimos 10 a 15 anos foram se modificando os esquemas do tratamento da Artrite Reumatóide (AR). Velhos remédios estão sendo melhor usados e novos estão surgindo. Verificou-se que o tratamento precoce e, muitas vezes, associação de vários medicamentos desde o início proporciona melhor prognóstico. Os médicos estão fazendo diagnóstico mais cedo (talvez porque os pacientes estejam mais alertas quanto ao especialista que procurar), possibilitando a introdução precoce do melhor tratamento. Desse modo, maior número de pacientes está evoluindo melhor e ficando com menos deformidades e limitações. Porém, quando a causa de uma doença não é conhecida não há um tratamento curativo. E ainda há uma parcela significativa de portadores de Artrite Reumatóide (AR) que não têm a melhora desejada.
Nesse momento, é importante salientar que a maioria das doenças clínicas não são curadas, somente controladas. Por exemplo, não se cura hipertensão arterial e diabete: os medicamentos deverão ser usados por toda vida. São curadas infecções porque é eliminado um agente externo conhecido. As cirurgias são mais eficazes porque corrigem defeitos ou extirpam o problema. Um indivíduo pode ser portador de uma doença grave e estar emocionalmente bem porque ela não provoca sintomas.
A desvantagem que um paciente com Artrite Reumatóide (AR) com má evolução tem é que a dor, a limitação de função ou a deformidade observável lembra-o que ele está doente. E mais:
Amanhecer com dor e rigidez articular;
Ter as atividades de parte ou todo dia limitadas;
Não saber, ao deitar à noite, como será a manhã seguinte;
Usar medicamentos que podem produzir efeitos colaterais;
Fazer exames laboratoriais periódicos;
Ter sempre que fazer exercícios sendo, muitas vezes, acompanhados de procedimentos fisioterápicos;
Ter que consultar seu médico várias vezes ao ano; nem sempre sentir nele o amigo e conselheiro que o entende
Ter a desventura de não encontrar na família e amigos a compreensão acerca de suas limitações ou, ao contrário, haver exagero ou superpreocupação quanto às suas reais limitações e dificuldades
Estes são problemas sérios que pacientes e médicos devem conhecer e manejar adequadamente. Assim, pacientes e familiares devem estar conscientes das possibilidades evolutivas da Artrite Reumatóide (AR) e serem orientados sobre o melhor modo de se conduzirem. O paciente pode precisar de períodos de repouso e deve ser respeitado e auxiliado nessas ocasiões. Seus professores ou colegas de trabalho também devem ser acionados.
Então, o que já vimos?
O diagnóstico deve ser feito logo
O tratamento mais eficaz, na maioria dos casos, é associação de medicamentos iniciada precocemente
Os familiares, amigos e pessoal do ambiente de trabalho devem ser orientados ou estarem a par da situação
Exercícios e outros procedimentos fisioterápicos devem ser iniciados em seguida (de acordo com tolerância)
Os medicamentos usados no tratamento da Artrite Reumatóide (AR) são divididos de acordo com o modo de ação em:
analgésicos e antiinflamatórios não-esteróides
corticoesteróides
drogas modificadoras da doença (drogas remissivas)
Analgésicos e Antiinflamatórios não--esteróides (AINES)
Estes medicamentos não agem na evolução natural da doença. Não podem ser o único tratamento.
Os analgésicos têm efeito quando a dor não é forte. Sua vantagem é a boa tolerância pelo estômago e não aumentar a pressão arterial.
Os AINES são assim denominados porque não são cortisona (corticoesteróides). São muito úteis não só por sua ação antiinflamatória mas, principalmente no início do tratamento, devido à sua ação analgésica. Aliviam as dores enquanto as drogas modificadoras da doença, que têm ação lenta, estão atuando. Quando tolerados, podem ser usados continuamente e auxiliam na tentativa de usar-se doses baixas de corticóide ou até mesmo evitá-los. Os efeitos colaterais mais freqüentes são azia (pirose), gastrite e úlcera de estômago. Por reterem sódio, alguns pacientes poderão ficar com pés e pernas inchados. Hipertensos precisam ter muita atenção se usarem AINES por longo tempo.
Corticóides
A grande maioria dos portadores de Artrite Reumatóide (AR) usa corticóide. Deve ser usado em dose baixa e sempre com orientação médica. Obedecendo-se a esta regra básica os efeitos colaterais serão mínimos justificando-se os riscos face aos benefícios obtidos. Trabalhos recentes comparando-se tratamentos mostraram que quando usados desde o início, em dose baixa e associados às drogas modificadoras da doença o prognóstico será melhor e haverá menos erosões ósseas. Naqueles pacientes com mínima atividade inflamatória o reumatologista pode optar em usar AINES associados aos remissivos e aguardar algum tempo de evolução antes de decidir por corticóide.
Também podem ser usados em injeções intra-articulares (infiltrações). Há consenso em não repetí-las na mesma articulação mais do que 2 vezes ao ano.
Drogas modificadoras da doença
São assim chamadas porque suprimem em parte ou totalmente a atividade inflamatória e bloqueiam a evolução natural da doença. Devem ser usadas logo que o diagnóstico for confirmado. Há crescente consenso acerca da associação de pelo menos duas drogas remissivas desde o início do tratamento mas se o reumatologista observar que a doença está pouco agressiva ou se estiver preocupado com os efeitos colaterais dos medicamentos em casos específicos, está adequado iniciar-se com uma só droga.
Cada medicamento pode provocar seus efeitos colaterais. Não são freqüentes e serão evitados com exames laboratoriais periódicos e oftalmológicos quando forem usados antimaláricos.
Infelizmente, muitos pacientes receberão o tratamento ideal já com longo tempo de evolução e com deformidades estabelecidas. Além disto, não são todos pacientes que se beneficiam com os medicamentos oferecidos. Por este motivo, novas drogas estão surgindo e, lentamente, ocupando seu espaço. Mas mesmo as mais modernas, baseadas em conhecimentos mais finos do mecanismo íntimo da AR não funcionam em todos pacientes.
Cirurgia
Os tendões devem ser operados quando rompem ou, quando já bastante lesados, não conseguem manter a articulação estável e a função fica muito prejudicada. Muitos pacientes adaptam-se com suas limitações e recusam cirurgia.
Grandes destruições articulares levam a dor forte e incapacidade de praticar atos do dia a dia (caminhar, erguer-se de uma cadeira, sair da cama, usar o vaso sanitário, usar talheres). Nestes casos estão indicadas as próteses articulares cujos resultados, na maioria das vezes, são gratificantes.
Há alguns poucos pacientes que, a despeito do tratamento estar funcionando adequadamente, ficam com um "escape" em uma ou duas articulações as quais em pouco tempo provocam lesões destrutivas importantes. Nestes casos, estão indicadas cirurgias para retirada da membrana articular (sinóvia) extremamente inflamada e hipertrofiada. Após a cirurgia, os pacientes devem continuar o tratamento clínico pois é muito difícil a retirada completa da membrana sinovial e há risco dos pacientes retornarem à situação anterior.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Esta doença tem cura?
Qual a finalidade do tratamento?
O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?
Há interferência com outros remédios que estou usando?
Quais os efeitos colaterias? Devo fazer exames de controle?
Existem problemas com obesidade e dieta?
Qual a importância de exercícios e repouso?
Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer?
Os testes utilizados são VSG (velocidade da sedimentação globular, também denominado hemossedimentação e eritrossedimentação), proteína C reativa e menos vezes alfa-1 glicoproteína ácida. Costumam estar elevados proporcionalmente à gravidade da doença e diminuir com o sucesso do tratamento. Não esquecer que estes testes não são específicos. Podem estar elevados em qualquer doença que provoque inflamação ou infecção.
O fator reumatóide (FR) é a anormalidade imunológica mais marcante da AR. Aparece em 80% dos pacientes e, portanto, utilizado como critério diagnóstico de primeira linha. Entretanto, além de não estar presente em 20% dos pacientes com AR, pode demorar até 1 ano para tornar-se positivo. Outro fato relevante a respeito do FR é a sua presença em outras doenças reumáticas e não reumáticas tais como hepatite crônica ativa, hepatite viral, lepra, tuberculose, doenças malignas e várias outras. Nestes casos, em geral, o título (concentração) costuma ser mais baixo.
O resultado do exame deve ser um número. Sugere-se não aceitar testes expressos em cruzes ou somente positivo ou negativo.
Exames descritos recentemente, fator perinuclear e anticorpos anti-queratina, são menos vezes positivos mas podem ser as únicas alterações precoces e, deste modo, proporcionar diagnóstico em fase inicial da doença. Este fato é importantíssimo para que o tratamento correto seja iniciado logo, evitando-se as deformidades já citadas.
Hemograma completo, plaquetas, transaminases e exame comum de urina são obrigatórios para que se possa avaliar os efeitos colaterais dos medicamentos usados. Ultimamente, pesquisa de vírus de hepatite (principalmente vírus C) têm sido incluídos na avaliação inicial e, eventualmente, durante a evolução.
Também são necessários exames para avaliar comprometimento dos rins e fígado e outros que a avaliação inicial ou evolução da doença indicar.
Exames por imagens
Os exames podem ser utilizados para diagnóstico, para estabelecer o estágio de comprometimento articular e para comparação com exames prévios visando avaliar a eficácia do tratamento.
Radiografias convencionais
Não mostram alterações específicas da Artrite Reumatóide (AR) em fase inicial mas edema e osteoporose articular e ausência de alterações que sugiram outra doença articular são úteis para encaminhar o diagnóstico. As deformidades aparecem em doença mais avançada.
Ecografia articular
Executada por especialista experiente pode detectar mínimas lesões que já ocorreram nos primeiros meses da Artrite Reumatóide(AR). Também é utilizada para avaliar lesòes em tendões.
Ressonância magnética
É bastante sensível para demonstrar inflamação articular e comprometimento cartilaginoso precoce e lesões em tecidos moles (tendões, ligamentos e nervos).
Critérios diagnósticos
São utilizados os critérios publicados em 1987 pelo Colégio Americano de Reumatologia, sendo necessários pelo menos quatro:
artrite de três ou mais articulações vistas por médico e com envolvimento simultâneo com duração mínima de 6 semanas
artrite de articulações das mãos, incluindo punhos, com duração mínima de 6 semanas
artrite simétrica (para interfalangianas e metacarpofalangianas não é necessário o mesmo dedo)com duração mínima de 6 semanas
rigidez matinal de mais de 1 hora com duração mínima de 6 semanas
presença de fator reumatóide
nódulos reumatóides
alterações radiológicas sugestivas de Artrite Reumatóide (AR).
Como se trata?
Nos últimos 10 a 15 anos foram se modificando os esquemas do tratamento da Artrite Reumatóide (AR). Velhos remédios estão sendo melhor usados e novos estão surgindo. Verificou-se que o tratamento precoce e, muitas vezes, associação de vários medicamentos desde o início proporciona melhor prognóstico. Os médicos estão fazendo diagnóstico mais cedo (talvez porque os pacientes estejam mais alertas quanto ao especialista que procurar), possibilitando a introdução precoce do melhor tratamento. Desse modo, maior número de pacientes está evoluindo melhor e ficando com menos deformidades e limitações. Porém, quando a causa de uma doença não é conhecida não há um tratamento curativo. E ainda há uma parcela significativa de portadores de Artrite Reumatóide (AR) que não têm a melhora desejada.
Nesse momento, é importante salientar que a maioria das doenças clínicas não são curadas, somente controladas. Por exemplo, não se cura hipertensão arterial e diabete: os medicamentos deverão ser usados por toda vida. São curadas infecções porque é eliminado um agente externo conhecido. As cirurgias são mais eficazes porque corrigem defeitos ou extirpam o problema. Um indivíduo pode ser portador de uma doença grave e estar emocionalmente bem porque ela não provoca sintomas.
A desvantagem que um paciente com Artrite Reumatóide (AR) com má evolução tem é que a dor, a limitação de função ou a deformidade observável lembra-o que ele está doente. E mais:
Amanhecer com dor e rigidez articular;
Ter as atividades de parte ou todo dia limitadas;
Não saber, ao deitar à noite, como será a manhã seguinte;
Usar medicamentos que podem produzir efeitos colaterais;
Fazer exames laboratoriais periódicos;
Ter sempre que fazer exercícios sendo, muitas vezes, acompanhados de procedimentos fisioterápicos;
Ter que consultar seu médico várias vezes ao ano; nem sempre sentir nele o amigo e conselheiro que o entende
Ter a desventura de não encontrar na família e amigos a compreensão acerca de suas limitações ou, ao contrário, haver exagero ou superpreocupação quanto às suas reais limitações e dificuldades
Estes são problemas sérios que pacientes e médicos devem conhecer e manejar adequadamente. Assim, pacientes e familiares devem estar conscientes das possibilidades evolutivas da Artrite Reumatóide (AR) e serem orientados sobre o melhor modo de se conduzirem. O paciente pode precisar de períodos de repouso e deve ser respeitado e auxiliado nessas ocasiões. Seus professores ou colegas de trabalho também devem ser acionados.
Então, o que já vimos?
O diagnóstico deve ser feito logo
O tratamento mais eficaz, na maioria dos casos, é associação de medicamentos iniciada precocemente
Os familiares, amigos e pessoal do ambiente de trabalho devem ser orientados ou estarem a par da situação
Exercícios e outros procedimentos fisioterápicos devem ser iniciados em seguida (de acordo com tolerância)
Os medicamentos usados no tratamento da Artrite Reumatóide (AR) são divididos de acordo com o modo de ação em:
analgésicos e antiinflamatórios não-esteróides
corticoesteróides
drogas modificadoras da doença (drogas remissivas)
Analgésicos e Antiinflamatórios não--esteróides (AINES)
Estes medicamentos não agem na evolução natural da doença. Não podem ser o único tratamento.
Os analgésicos têm efeito quando a dor não é forte. Sua vantagem é a boa tolerância pelo estômago e não aumentar a pressão arterial.
Os AINES são assim denominados porque não são cortisona (corticoesteróides). São muito úteis não só por sua ação antiinflamatória mas, principalmente no início do tratamento, devido à sua ação analgésica. Aliviam as dores enquanto as drogas modificadoras da doença, que têm ação lenta, estão atuando. Quando tolerados, podem ser usados continuamente e auxiliam na tentativa de usar-se doses baixas de corticóide ou até mesmo evitá-los. Os efeitos colaterais mais freqüentes são azia (pirose), gastrite e úlcera de estômago. Por reterem sódio, alguns pacientes poderão ficar com pés e pernas inchados. Hipertensos precisam ter muita atenção se usarem AINES por longo tempo.
Corticóides
A grande maioria dos portadores de Artrite Reumatóide (AR) usa corticóide. Deve ser usado em dose baixa e sempre com orientação médica. Obedecendo-se a esta regra básica os efeitos colaterais serão mínimos justificando-se os riscos face aos benefícios obtidos. Trabalhos recentes comparando-se tratamentos mostraram que quando usados desde o início, em dose baixa e associados às drogas modificadoras da doença o prognóstico será melhor e haverá menos erosões ósseas. Naqueles pacientes com mínima atividade inflamatória o reumatologista pode optar em usar AINES associados aos remissivos e aguardar algum tempo de evolução antes de decidir por corticóide.
Também podem ser usados em injeções intra-articulares (infiltrações). Há consenso em não repetí-las na mesma articulação mais do que 2 vezes ao ano.
Drogas modificadoras da doença
São assim chamadas porque suprimem em parte ou totalmente a atividade inflamatória e bloqueiam a evolução natural da doença. Devem ser usadas logo que o diagnóstico for confirmado. Há crescente consenso acerca da associação de pelo menos duas drogas remissivas desde o início do tratamento mas se o reumatologista observar que a doença está pouco agressiva ou se estiver preocupado com os efeitos colaterais dos medicamentos em casos específicos, está adequado iniciar-se com uma só droga.
Cada medicamento pode provocar seus efeitos colaterais. Não são freqüentes e serão evitados com exames laboratoriais periódicos e oftalmológicos quando forem usados antimaláricos.
Infelizmente, muitos pacientes receberão o tratamento ideal já com longo tempo de evolução e com deformidades estabelecidas. Além disto, não são todos pacientes que se beneficiam com os medicamentos oferecidos. Por este motivo, novas drogas estão surgindo e, lentamente, ocupando seu espaço. Mas mesmo as mais modernas, baseadas em conhecimentos mais finos do mecanismo íntimo da AR não funcionam em todos pacientes.
Cirurgia
Os tendões devem ser operados quando rompem ou, quando já bastante lesados, não conseguem manter a articulação estável e a função fica muito prejudicada. Muitos pacientes adaptam-se com suas limitações e recusam cirurgia.
Grandes destruições articulares levam a dor forte e incapacidade de praticar atos do dia a dia (caminhar, erguer-se de uma cadeira, sair da cama, usar o vaso sanitário, usar talheres). Nestes casos estão indicadas as próteses articulares cujos resultados, na maioria das vezes, são gratificantes.
Há alguns poucos pacientes que, a despeito do tratamento estar funcionando adequadamente, ficam com um "escape" em uma ou duas articulações as quais em pouco tempo provocam lesões destrutivas importantes. Nestes casos, estão indicadas cirurgias para retirada da membrana articular (sinóvia) extremamente inflamada e hipertrofiada. Após a cirurgia, os pacientes devem continuar o tratamento clínico pois é muito difícil a retirada completa da membrana sinovial e há risco dos pacientes retornarem à situação anterior.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Esta doença tem cura?
Qual a finalidade do tratamento?
O tratamento é esta receita somente ou devo repetí-la?
Há interferência com outros remédios que estou usando?
Quais os efeitos colaterias? Devo fazer exames de controle?
Existem problemas com obesidade e dieta?
Qual a importância de exercícios e repouso?
Que cuidados devo ter com meus hábitos diários, profissionais e de lazer?
Relacionado na Fisioterapia
Uma solução bastante viável é a hidroterapia. Esta promove uma diminuição na dor, aumento de amplitudes articulares, aumento de força (sem risco maior de aumento da lesão nas articulações), aumento da resistência (através do Bad-Ragaz, por exemplo) e treino funcional.
Uma solução bastante viável é a hidroterapia. Esta promove uma diminuição na dor, aumento de amplitudes articulares, aumento de força (sem risco maior de aumento da lesão nas articulações), aumento da resistência (através do Bad-Ragaz, por exemplo) e treino funcional.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Fibromialgia na Fisioterapia

O grande número de pacientes que procuram o Ambulatório
de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia com queixas
compatíveis com o diagnóstico de fibromialgia justifica o
grande interesse que esta síndrome tem despertado.
Fibromialgia é uma síndrome reumática de etiologia desconhecida,
que acomete predominantemente mulheres, caracterizada
por dor musculoesquelética difusa e crônica,
além de sítios anatômicos específicos dolorosos à palpação,
chamados de tender points. Freqüentemente, estão associados
outros sintomas, como a fadiga, distúrbios do sono,
rigidez matinal e distúrbios psicológicos, como a ansiedade
e depressão.
Por vezes, o nível da dor é tão intenso, que interfere no
trabalho, nas atividades de vida diária e na qualidade de
vida dos pacientes.
Encontrar alternativas efetivas de tratamento que minimizem
o impacto da fibromialgia sobre a qualidade de
vida dos pacientes é fundamental para o sistema de saúde.
Ao abordar a questão das limitações funcionais decorrentes
da fibromialgia e suas conseqüências sobre a
qualidade de vida, torna-se necessário ampliar a perspectiva
do impacto dos sintomas, pois as áreas afetadas se tornam
tão importantes quanto a doença em si.
O tratamento atual está voltado, principalmente, para a
redução dos sintomas. A Fisioterapia tem um importante
papel na melhora do controle da dor e no aumento ou manutenção
das habilidades funcionais do paciente em casa ou
no trabalho, assim como na redução de outros sintomas que
lhe causam sofrimento.
http://www.unifesp.br/grupos/fibromialgia/pdf/A.fisioterapia.como.tratatamento.da.SFM%5B1%5D.pdf
da fibromialgia e suas conseqüências sobre a
qualidade de vida, torna-se necessário ampliar a perspectiva
do impacto dos sintomas, pois as áreas afetadas se tornam
tão importantes quanto a doença em si.
O tratamento atual está voltado, principalmente, para a
redução dos sintomas. A Fisioterapia tem um importante
papel na melhora do controle da dor e no aumento ou manutenção
das habilidades funcionais do paciente em casa ou
no trabalho, assim como na redução de outros sintomas que
lhe causam sofrimento.
http://www.unifesp.br/grupos/fibromialgia/pdf/A.fisioterapia.como.tratatamento.da.SFM%5B1%5D.pdf
A fibromialgia é um processo patológico muito freqüente e manifesta-se principalmente
por dor em diversas partes do corpo. Este artigo tem como objetivo revisar e agrupar
informações pertinentes para o tratamento da fibromialgia através da acupuntura. Para
tanto se realizou uma pesquisa bibliográfica em banco de dados computadorizado. De
acordo com a medicina ocidental a causa ainda não está bem definida, mas se tem
hipóteses condizentes com os sintomas apresentados pelos pacientes. De acordo com a
acupuntura a causa está relacionada com os canais curiosos e com desequilíbrio
energético entre fígado, rim e baço-pâncreas. Conclui-se que a acupuntura tem
apresentado excelentes resultados para melhora dos sintomas dos pacientes, se tornando
uma boa alternativa para aumentar a qualidade de vida dos portadores da fibromialgia.
Palavras-chave: acupuntura, fibromialgia, fisiopatologia.
Tendinite do flexor longo do hálux

Cuidado com as lesões no corpo.
FAHLBUSCH (1990) afirma que dançar é transmitir um estado de espírito, uma maneira de se ver e de ver o mundo, de sentir plenamente seu corpo e o utilizar para conhecer outros sentimentos e sensações. Através da dança o indivíduo atinge uma forma superior de vida, ele experimenta um equilíbrio corporal e psíquico ao qual legitimamente aspira. A prática dos bailarinos exige deles horas de treinamento exaustivo que envolve as articulações em posições excessivas, muitas vezes não-fisiológicas, podendo exceder a amplitude de movimento normal resultando em lesões. Geralmente o treinamento é composto por exercícios de aquecimento, alongamento, flexibilidade, quedas, saltos, equilíbrio, amplitudes exageradas de movimento, forças dinâmicas, estáticas e explosivas, giros, pegadas, criatividade, relaxamento, trabalho sobre sapatilha de pontas, resistência aeróbica, anaeróbica, entre outros, tudo para buscar o sincronismo perfeito e a técnica apurada que resultam em um desempenho corporal de qualidade.
Vários são os fatores que contribuem para a não prevenção das lesões. Eles podem ser divididos em fatores que são exteriores, como calçados, piso e temperatura inadequados; e fatores que são interiores, como encurtamento muscular, hipermobilidade, fraqueza muscular, dietas inadequadas, entre outros. A combinação desses fatores levam as mais diversas lesões, relacionei abaixo as principais lesões mais comuns sofridas por bailarinos, segundo Monteiro (2006):
Pés e tornozelos
Calo Macio: Caracteriza-se por crescimento epitelial anormal, devido a ponto de pressão em área constantemente úmida. Desenvolve-se com maior freqüência no quarto e quinto artelhos. Na dança, os principais sintomas são a hipersensibilidade acompanhada de inflamação e dor, impedindo, muitas vezes, a bailarina de usar sapatilha de ponta, exatamente pela pressão que o peso do corpo exerce sobre os artelhos e a transpiração excessiva nos pés.
Calo Duro: É definido como o estado crônico resultante da acumulação de espessa camada calosa, também denominada hiperqueratose. Desenvolvem-se acima do dorso do pé, e no topo dos dedos, ao redor do calcanhar, por cima das deformidades do joanete ou em qualquer outro ponto que um tipo particular de sapatilha ou estilo de dança possam causar fricção ou esfregamento (roçamento).
Bolha: Resultado de fricção excessiva fazendo com que as camadas superiores da pele se separem (a epiderme se descola da derme). Há acúmulo de fluido na área de separação com formação da bolha. Os sintomas são dor e inflamação local. Na dança, o uso de sapatilha nova, exercícios prolongados, locais inadequados de prática, uso de sapatos apertados e atividades que solicitem paradas e mudanças repentinas de direção favorecem sua ocorrência.
Hálux valgus (Joanete): É definido como o desvio do hálux de sua posição natural em direção lateral com proeminência medial na base do pé. O abdutor do hálux fica debilitado e deixa de atuar no sentido de conduzir o dedo para a sua posição natural. Com isso há espessamento da cabeça saliente do 1º metatarsiano. De modo geral, não são dolorosos, mas acarretam deformidades. Eventualmente, a dor pode ser causada pela formação de edema local em função de processo inflamatório. Um dos principais fatores de risco para a formação do joanete é o uso de sapatos de ponta fina que limitam a abdução do hálux desviando-o de seu leito anatômico natural, e forçando-o em direção à borda lateral do pé. Pode ser resultado, também, de um metatarso encurtado.
Hálux Rígido: Consiste na incapacidade para fazer com que o hálux atinja uma faixa ampla de movimento, devido a uma artrite degenerativa da articulação metatarsofalangiana, que se torna rígida e inflexível; o grande artelho é incapaz de dorsifletir, interferindo, assim, no impulso durante a marcha.
Fratura de estresse no tornozelo: É provocada por movimentos excessivos que promovem o remodelamento do osso em taxa mais rápida que o tolerado. O organismo tenta fortalecer o osso estressado, removendo o tecido ósseo antigo e fortalecendo o novo. Se essa resposta for excessiva o processo de reparação pode enfraquecer outras partes ósseas, onde o tecido ósseo novo será produzido; a área enfraquecida está mais sujeita a falhas mecânicas que podem resultar em solução de continuidade, também conhecida como fratura de estresse (JONES et al, 1994). O início dos sintomas é gradual e insidioso, sem relação específica com época do ano, condições climáticas ou lesão anterior.
Entorse de tornozelo: Decorre de movimento brusco que ultrapassa os limites normais da mobilidade articular. Pode ser classificado em três graus, a saber: 1º grau, caracterizado por pequena falência das fibras colágenas dentro do ligamento; 2º grau, ocorre arrancamento parcial do ligamento e possivelmente da cápsula articular com considerável perda da força; 3º ?grau, quando resulta do arrancamento completo. (FATARELLI etal., 1997)
Sesamoidite: Os ossos sesamóides são flutuantes e estão inseridos nos tendões flexores do grande artelho. Ele se articula com a superfície inferior do 1º metatarso, podendo se tornar inflamado e irritado. Trata-se de uma lesão típica de palco, porque é causada por movimento de hiperextensão do hálux, o que é necessário em praticamente todas as formas de dança.
Neuroma de Morton: Os nervos que repousam entre os metatarsos tornam-se vulneráveis à impactação e ao pinçamento. Quando isto ocorre, pode se instalar nas células da cápsula envoltória uma fibrose perineural, comum entre as cabeças dos metatarsianos, que se manifesta como uma tumoração benigna. Portanto, não se trata propriamente de um tumor de nervo. Os sintomas são dor aguda e hipersensibilidade. O uso de calçados apertados ou outro tipo de pressão localizada podem ser os causadores da tumoração (FITT, 1988).
Tendinite do flexor longo do hálux: A tendinite é um processo inflamatório que acomete os tendões, causada por estresse excessivo na unidade tendão-músculo. Ocorre principalmente em áreas com maior sobrecarga. Se não for tratada de forma adequada há risco de necrose, podendo ocorrer a ruptura do tendão (ELLEN, 1981).
Bursite no tornozelo: Inflamação das bursas ocorrem por fricção excessiva, repetitiva ou traumatismos diretos. As bursas são bolsas lubrificantes com conteúdo sinovial: localizam-se em região de fricção entre tendões e ossos ou tendões, ossos e pele. Sua função é de facilitar o movimento dessas estruturas. Os principais sintomas das bursites são dor articular (permitindo distinguí-las das tendinites) que pode se irradiar ao longo da estrutura músculo-tendínea, limitação dos movimentos e edema.
Tendinite de Aquiles: Na dança, os sinais e sintomas principais são o edema e sensibilidade à dor aumentada, quando da execução do demi-plié, relevé e aterrizagem; o movimento é freqüentemente acompanhado por estalido na porção inferior do tendão calcâneo. As causas da tendinite são a técnica pobre e o desalinhamento das pernas à execução do movimento. São comuns, também, em bailarinas idosas com tendões enfraquecidos pelo desgaste e naqueles que têm um plié mais vigoroso. É tipicamente causada pela falta de amortecimento (pliés) quando da aterrizagem de saltos e relevés (FITT,1988).
Luxação e Sub-luxação do tornozelo: A luxação é caracterizada pela perda de contato entre as extremidades ósseas de uma superfície articular, geralmente acompanhada de lesão cápsuloligamentar. A subluxação ocorre quando dois ossos da articulação ainda permanecem parcialmente próximos (FATARELLI et al., 1997).
Joelho de bailarinos
Tendinite patelar ("Joelho de saltador"): No caso do agravo em questão é importante salientar que a designação "tendinite patelar", embora de uso habitual, é incorreta, pois é o ligamento patelar que é acometido e não o tendão. Os problemas mais freqüentes de tendinites envolvem o mecanismo do quadríceps femural. É causada por contrações súbitas e repetidas do quadríceps ao iniciar um movimento, podendo ocasionar micro-rupturas do ligamento na região inferior da patela, provocando a instalação de processo inflamatório. Os principais sintomas são a dor local após atividade ou até inabilidade para participar de aulas de dança, com sensibilidade acentuada na base da patela. Atividades como os saltos e dança flamenca (atividade agressiva e muito rápida) respondem pela maior parte desses agravos (APLEY; SOLOMON,1989).
Instabilidade patelofemoral (Subluxação ou luxação da patela): Este agravo caracteriza-se por um continuum que vai desde um alinhamento vicioso até a instabilidade e a luxação (SNIDER, 2000).
Lesão ligamentar: Nas lesões de 1°grau há dano microscópico das fibras de colágeno, sem causar frouxidão do ligamento. As de 2°grau caracterizam-se por ruptura ligamentar sem separação completa, enquanto que no 3°grau o ligamento é totalmente rompido e há maior instabilidade na articulação. Os sinais e sintomas são a sensação de estalo ao movimento, presença de edema e falta de coordenação em atividades realizadas com velocidade. Pode ser causada ao choque com outra pessoa ou objeto, ou quando a articulação é forçada além do seu movimento normal.
Bursite do joelho: No joelho a presença de edema localizado, inflamação e dor ao realizar o demi-plié e grand-plié são sintomas característicos. Pode ser causada por flexão excessiva do joelho, contusão direta na área e/ou queda sobre o joelho fletido (WEICKER; CLINIC, 1988).
Contusão: Resulta de pancadas traumáticas sobre os tecidos moles e sua severidade é proporcional à força aplicada. Os sintomas compreendem a presença de dor, edema, descoramento, hemorragia subcutânea com formação de hematoma. Ocorre por choque com outros bailarinos, queda, colisão com objeto, paredes ou chão.
Abrasão: Atrito entre a pele e uma superfície áspera. A derme e a epiderme são lesionadas, gerando rompimento e exposição de grande número de capilares à sujeira, podendo ocorrer infecção. Não apresenta nenhum problema maior além de infecção, sangramento e pele lesionada.
Síndrome Patelofemoral: Inflamação entre a patela e a parte anterior do fêmur. Qualquer alteração que leve a patela a se deslocar anormalmente do seu encaixe no fêmur pode resultar em desgaste impróprio e até ruptura do ligamento.
Quadril e pelve de bailarinos
Quadril estalante: O estalido sobre o quadril parece ter dois sítios anatômicos: um na superfície lateral (externa) do quadril que recobre o trocânter e o outro ântero-medial. O estalo pode ser devido à subluxação do quadril fora de seu sítio de articulação ou por causa do escorregamento do tendão íliopsoas sobre o fêmur.
Artrite degenerativa do quadril: Lesão que resulta em pequenas fissuras e desgastes da cartilagem da articulação do quadril, em decorrência e traumatismo, infecção, hereditariedade ou por razões idiopáticas. É resultado, também, de tratamento ou reabilitação inadequada de uma lesão (MICHELI,1998).
Costas de bailarinos:
Lombalgia: Está associada usualmente com rotação da coluna e, também, com a postura hiperlordótica. A dor é provocada pela combinação do desequilíbrio muscular com músculos abdominais fracos e fáscia lombo-sacral rígida (KNOPLICH, 1989; BIENFAIT, 1995).
Radiculopatia Lombar (Dor no ciático): Compressão desigual entre duas vértebras adjacentes fazendo com que o disco inter-vertebral se desloque do seu local normal. Quando isto ocorre pode haver pressão do nervo, podendo causar espasmo muscular. É causada por traumas repetitivos e repentinos.
Espondilólise: É a deformidade causada pela formação de tecido fibroso uni ou bilateralmente ao arco neural da vértebra inferior. A bailarina sente dor na porção inferior das costas durante hiperextensão em pé ou em um só pé, como no arabesque. Apresenta movimento limitado da coluna lombar quando se inclina para frente. O arabesque é uma das posições básicas do balé, onde o corpo fica apoiado numa perna só; esta pode estar na estendida ou em demi-plié enquanto a outra permanece estendida para trás, num ângulo de até 180°. Os antebraço deve seguir o prologamento dos braços, podendo ser dirigidos para diferentes posições, sempre harmoniosas (FITT, 1988).
Espondilolistese degenerativa: É a progressão da espondilólise. Caracteriza-se pelo deslizamento de um corpo vertebral, anteriormente em relação ao outro imediatamente inferior, sendo mais comum em mulheres com mais de 40 anos (SNIDER, 2000).
Sabendo-se da grande incidência de lesões em bailarinos, é importante valorizar a atuação de profissionais de dança capacitados e de fisioterapeutas nas companhias de dança.
Assim, as medidas preventivas devem incluir o preparo adequado dos aspectos físicos e mentais; o uso de roupas e calçados adequados; o conhecimento acerca dos fatores climáticos e dos principais tipos de lesão em casos de frio ou calor extremos; alimentação equilibrada, com a ingestão de grande quantidade de líquidos diariamente; repouso adequado nos períodos entre apresentações ou competições; análise das condições das superfícies onde a dança será praticada; proteção das áreas mais susceptíveis a lesões e prática de atividades físicas compensatórias. As entorses em inversão de tornozelo são as mais comuns em todos os tipos de dança, isso porque a extremidade mais afastada do centro do corpo é a responsável pelo apoio de toda a estrutura corporal, sendo, portanto intensa a sobrecarga nessa região.
o aquecimento e o alongamento são importantes na dança e em qualquer atividade atlética, pois prepara a musculatura para atividades vigorosas, atuando assim como uma medida de prevenção das lesões. Um músculo aquecido é mais elástico e trabalha de forma rítmica e ordenada, contraindo-se com mais eficiência e relaxando completamente em um menor tempo.Todo o bailarino que usa o corpo como instrumento de trabalho, deve ter consciência do seu alinhamento esquelético e dos locais de assimetria, bem como das suas próprias restrições de movimento, a fim de que possa tirar o melhor proveito do seu físico, sem exceder-se na tentativa de vencer obstáculos.
Bibliografia:
MONTEIRO, Henrique Luiz. GREGO, Lia Geraldo. As lesões na dança: conceitos, sintomas, causa situacional e tratamento. Disponível em: <http://www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/09n2/Monteiro.pdf/%3E Acessado em: 5/10/2006.
Vários são os fatores que contribuem para a não prevenção das lesões. Eles podem ser divididos em fatores que são exteriores, como calçados, piso e temperatura inadequados; e fatores que são interiores, como encurtamento muscular, hipermobilidade, fraqueza muscular, dietas inadequadas, entre outros. A combinação desses fatores levam as mais diversas lesões, relacionei abaixo as principais lesões mais comuns sofridas por bailarinos, segundo Monteiro (2006):
Pés e tornozelos
Calo Macio: Caracteriza-se por crescimento epitelial anormal, devido a ponto de pressão em área constantemente úmida. Desenvolve-se com maior freqüência no quarto e quinto artelhos. Na dança, os principais sintomas são a hipersensibilidade acompanhada de inflamação e dor, impedindo, muitas vezes, a bailarina de usar sapatilha de ponta, exatamente pela pressão que o peso do corpo exerce sobre os artelhos e a transpiração excessiva nos pés.
Calo Duro: É definido como o estado crônico resultante da acumulação de espessa camada calosa, também denominada hiperqueratose. Desenvolvem-se acima do dorso do pé, e no topo dos dedos, ao redor do calcanhar, por cima das deformidades do joanete ou em qualquer outro ponto que um tipo particular de sapatilha ou estilo de dança possam causar fricção ou esfregamento (roçamento).
Bolha: Resultado de fricção excessiva fazendo com que as camadas superiores da pele se separem (a epiderme se descola da derme). Há acúmulo de fluido na área de separação com formação da bolha. Os sintomas são dor e inflamação local. Na dança, o uso de sapatilha nova, exercícios prolongados, locais inadequados de prática, uso de sapatos apertados e atividades que solicitem paradas e mudanças repentinas de direção favorecem sua ocorrência.
Hálux valgus (Joanete): É definido como o desvio do hálux de sua posição natural em direção lateral com proeminência medial na base do pé. O abdutor do hálux fica debilitado e deixa de atuar no sentido de conduzir o dedo para a sua posição natural. Com isso há espessamento da cabeça saliente do 1º metatarsiano. De modo geral, não são dolorosos, mas acarretam deformidades. Eventualmente, a dor pode ser causada pela formação de edema local em função de processo inflamatório. Um dos principais fatores de risco para a formação do joanete é o uso de sapatos de ponta fina que limitam a abdução do hálux desviando-o de seu leito anatômico natural, e forçando-o em direção à borda lateral do pé. Pode ser resultado, também, de um metatarso encurtado.
Hálux Rígido: Consiste na incapacidade para fazer com que o hálux atinja uma faixa ampla de movimento, devido a uma artrite degenerativa da articulação metatarsofalangiana, que se torna rígida e inflexível; o grande artelho é incapaz de dorsifletir, interferindo, assim, no impulso durante a marcha.
Fratura de estresse no tornozelo: É provocada por movimentos excessivos que promovem o remodelamento do osso em taxa mais rápida que o tolerado. O organismo tenta fortalecer o osso estressado, removendo o tecido ósseo antigo e fortalecendo o novo. Se essa resposta for excessiva o processo de reparação pode enfraquecer outras partes ósseas, onde o tecido ósseo novo será produzido; a área enfraquecida está mais sujeita a falhas mecânicas que podem resultar em solução de continuidade, também conhecida como fratura de estresse (JONES et al, 1994). O início dos sintomas é gradual e insidioso, sem relação específica com época do ano, condições climáticas ou lesão anterior.
Entorse de tornozelo: Decorre de movimento brusco que ultrapassa os limites normais da mobilidade articular. Pode ser classificado em três graus, a saber: 1º grau, caracterizado por pequena falência das fibras colágenas dentro do ligamento; 2º grau, ocorre arrancamento parcial do ligamento e possivelmente da cápsula articular com considerável perda da força; 3º ?grau, quando resulta do arrancamento completo. (FATARELLI etal., 1997)
Sesamoidite: Os ossos sesamóides são flutuantes e estão inseridos nos tendões flexores do grande artelho. Ele se articula com a superfície inferior do 1º metatarso, podendo se tornar inflamado e irritado. Trata-se de uma lesão típica de palco, porque é causada por movimento de hiperextensão do hálux, o que é necessário em praticamente todas as formas de dança.
Neuroma de Morton: Os nervos que repousam entre os metatarsos tornam-se vulneráveis à impactação e ao pinçamento. Quando isto ocorre, pode se instalar nas células da cápsula envoltória uma fibrose perineural, comum entre as cabeças dos metatarsianos, que se manifesta como uma tumoração benigna. Portanto, não se trata propriamente de um tumor de nervo. Os sintomas são dor aguda e hipersensibilidade. O uso de calçados apertados ou outro tipo de pressão localizada podem ser os causadores da tumoração (FITT, 1988).
Tendinite do flexor longo do hálux: A tendinite é um processo inflamatório que acomete os tendões, causada por estresse excessivo na unidade tendão-músculo. Ocorre principalmente em áreas com maior sobrecarga. Se não for tratada de forma adequada há risco de necrose, podendo ocorrer a ruptura do tendão (ELLEN, 1981).
Bursite no tornozelo: Inflamação das bursas ocorrem por fricção excessiva, repetitiva ou traumatismos diretos. As bursas são bolsas lubrificantes com conteúdo sinovial: localizam-se em região de fricção entre tendões e ossos ou tendões, ossos e pele. Sua função é de facilitar o movimento dessas estruturas. Os principais sintomas das bursites são dor articular (permitindo distinguí-las das tendinites) que pode se irradiar ao longo da estrutura músculo-tendínea, limitação dos movimentos e edema.
Tendinite de Aquiles: Na dança, os sinais e sintomas principais são o edema e sensibilidade à dor aumentada, quando da execução do demi-plié, relevé e aterrizagem; o movimento é freqüentemente acompanhado por estalido na porção inferior do tendão calcâneo. As causas da tendinite são a técnica pobre e o desalinhamento das pernas à execução do movimento. São comuns, também, em bailarinas idosas com tendões enfraquecidos pelo desgaste e naqueles que têm um plié mais vigoroso. É tipicamente causada pela falta de amortecimento (pliés) quando da aterrizagem de saltos e relevés (FITT,1988).
Luxação e Sub-luxação do tornozelo: A luxação é caracterizada pela perda de contato entre as extremidades ósseas de uma superfície articular, geralmente acompanhada de lesão cápsuloligamentar. A subluxação ocorre quando dois ossos da articulação ainda permanecem parcialmente próximos (FATARELLI et al., 1997).
Joelho de bailarinos
Tendinite patelar ("Joelho de saltador"): No caso do agravo em questão é importante salientar que a designação "tendinite patelar", embora de uso habitual, é incorreta, pois é o ligamento patelar que é acometido e não o tendão. Os problemas mais freqüentes de tendinites envolvem o mecanismo do quadríceps femural. É causada por contrações súbitas e repetidas do quadríceps ao iniciar um movimento, podendo ocasionar micro-rupturas do ligamento na região inferior da patela, provocando a instalação de processo inflamatório. Os principais sintomas são a dor local após atividade ou até inabilidade para participar de aulas de dança, com sensibilidade acentuada na base da patela. Atividades como os saltos e dança flamenca (atividade agressiva e muito rápida) respondem pela maior parte desses agravos (APLEY; SOLOMON,1989).
Instabilidade patelofemoral (Subluxação ou luxação da patela): Este agravo caracteriza-se por um continuum que vai desde um alinhamento vicioso até a instabilidade e a luxação (SNIDER, 2000).
Lesão ligamentar: Nas lesões de 1°grau há dano microscópico das fibras de colágeno, sem causar frouxidão do ligamento. As de 2°grau caracterizam-se por ruptura ligamentar sem separação completa, enquanto que no 3°grau o ligamento é totalmente rompido e há maior instabilidade na articulação. Os sinais e sintomas são a sensação de estalo ao movimento, presença de edema e falta de coordenação em atividades realizadas com velocidade. Pode ser causada ao choque com outra pessoa ou objeto, ou quando a articulação é forçada além do seu movimento normal.
Bursite do joelho: No joelho a presença de edema localizado, inflamação e dor ao realizar o demi-plié e grand-plié são sintomas característicos. Pode ser causada por flexão excessiva do joelho, contusão direta na área e/ou queda sobre o joelho fletido (WEICKER; CLINIC, 1988).
Contusão: Resulta de pancadas traumáticas sobre os tecidos moles e sua severidade é proporcional à força aplicada. Os sintomas compreendem a presença de dor, edema, descoramento, hemorragia subcutânea com formação de hematoma. Ocorre por choque com outros bailarinos, queda, colisão com objeto, paredes ou chão.
Abrasão: Atrito entre a pele e uma superfície áspera. A derme e a epiderme são lesionadas, gerando rompimento e exposição de grande número de capilares à sujeira, podendo ocorrer infecção. Não apresenta nenhum problema maior além de infecção, sangramento e pele lesionada.
Síndrome Patelofemoral: Inflamação entre a patela e a parte anterior do fêmur. Qualquer alteração que leve a patela a se deslocar anormalmente do seu encaixe no fêmur pode resultar em desgaste impróprio e até ruptura do ligamento.
Quadril e pelve de bailarinos
Quadril estalante: O estalido sobre o quadril parece ter dois sítios anatômicos: um na superfície lateral (externa) do quadril que recobre o trocânter e o outro ântero-medial. O estalo pode ser devido à subluxação do quadril fora de seu sítio de articulação ou por causa do escorregamento do tendão íliopsoas sobre o fêmur.
Artrite degenerativa do quadril: Lesão que resulta em pequenas fissuras e desgastes da cartilagem da articulação do quadril, em decorrência e traumatismo, infecção, hereditariedade ou por razões idiopáticas. É resultado, também, de tratamento ou reabilitação inadequada de uma lesão (MICHELI,1998).
Costas de bailarinos:
Lombalgia: Está associada usualmente com rotação da coluna e, também, com a postura hiperlordótica. A dor é provocada pela combinação do desequilíbrio muscular com músculos abdominais fracos e fáscia lombo-sacral rígida (KNOPLICH, 1989; BIENFAIT, 1995).
Radiculopatia Lombar (Dor no ciático): Compressão desigual entre duas vértebras adjacentes fazendo com que o disco inter-vertebral se desloque do seu local normal. Quando isto ocorre pode haver pressão do nervo, podendo causar espasmo muscular. É causada por traumas repetitivos e repentinos.
Espondilólise: É a deformidade causada pela formação de tecido fibroso uni ou bilateralmente ao arco neural da vértebra inferior. A bailarina sente dor na porção inferior das costas durante hiperextensão em pé ou em um só pé, como no arabesque. Apresenta movimento limitado da coluna lombar quando se inclina para frente. O arabesque é uma das posições básicas do balé, onde o corpo fica apoiado numa perna só; esta pode estar na estendida ou em demi-plié enquanto a outra permanece estendida para trás, num ângulo de até 180°. Os antebraço deve seguir o prologamento dos braços, podendo ser dirigidos para diferentes posições, sempre harmoniosas (FITT, 1988).
Espondilolistese degenerativa: É a progressão da espondilólise. Caracteriza-se pelo deslizamento de um corpo vertebral, anteriormente em relação ao outro imediatamente inferior, sendo mais comum em mulheres com mais de 40 anos (SNIDER, 2000).
Sabendo-se da grande incidência de lesões em bailarinos, é importante valorizar a atuação de profissionais de dança capacitados e de fisioterapeutas nas companhias de dança.
Assim, as medidas preventivas devem incluir o preparo adequado dos aspectos físicos e mentais; o uso de roupas e calçados adequados; o conhecimento acerca dos fatores climáticos e dos principais tipos de lesão em casos de frio ou calor extremos; alimentação equilibrada, com a ingestão de grande quantidade de líquidos diariamente; repouso adequado nos períodos entre apresentações ou competições; análise das condições das superfícies onde a dança será praticada; proteção das áreas mais susceptíveis a lesões e prática de atividades físicas compensatórias. As entorses em inversão de tornozelo são as mais comuns em todos os tipos de dança, isso porque a extremidade mais afastada do centro do corpo é a responsável pelo apoio de toda a estrutura corporal, sendo, portanto intensa a sobrecarga nessa região.
o aquecimento e o alongamento são importantes na dança e em qualquer atividade atlética, pois prepara a musculatura para atividades vigorosas, atuando assim como uma medida de prevenção das lesões. Um músculo aquecido é mais elástico e trabalha de forma rítmica e ordenada, contraindo-se com mais eficiência e relaxando completamente em um menor tempo.Todo o bailarino que usa o corpo como instrumento de trabalho, deve ter consciência do seu alinhamento esquelético e dos locais de assimetria, bem como das suas próprias restrições de movimento, a fim de que possa tirar o melhor proveito do seu físico, sem exceder-se na tentativa de vencer obstáculos.
Bibliografia:
MONTEIRO, Henrique Luiz. GREGO, Lia Geraldo. As lesões na dança: conceitos, sintomas, causa situacional e tratamento. Disponível em: <http://www.rc.unesp.br/ib/efisica/motriz/09n2/Monteiro.pdf/%3E Acessado em: 5/10/2006.
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