quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Vitrectomia

Vitrectomia é o nome que se dá à técnica de cirurgia do corpo vítreo, o fluido gelatinoso que preenche o interior do globo ocular. Ela é indicada no tratamento de diversas patologias oculares, tais como: buraco de mácula, membrana epiretiniana, membrana sub-retiniana, descolamento de retina, retinopatia diabética, tromboses venosas e retinopatia da prematuridade.
A vitrectomia pode ainda ser indicada em casos de complicações das cirurgias intra-oculares como as de catarata,infl amações e infecções intra-oculares, complicações do trauma ocular, descolamento de coróide seroso ou hemorrágico, reposicionamento da lente intraocular para o vítreo e edema macular cistóide. Existem ainda outras indicações menos freqüentes.

A cirurgia

A cirurgia de vitrectomia é precedida de exames oftalmológicos e seguida por uma seqüência de procedimentos per-operatórios. A internação se dá, normalmente, no dia da operação e exceto em casos especiais, o paciente não deve se alimentar e nem tomar água no mesmo dia. Na maioria das vezes, a cirurgia é realizada com a aplicação de anestesia local, sempre em ambientes adequadamente compostos por equipamentos sofi sticados. A operação é feita através de três ou quatro micro incisões que permitem a utilização de minúsculos instrumentos como pinças, tesouras, pontas de laser e sondas.
Em casos específi cos, utiliza-se instrumentos de micro-calibre que dispensam os pontos no final da cirurgia.



Degeneração Macular

A mácula é um ponto no centro da retina, responsável pela visão central usado para a leitura e para outras tarefas refinadas.
A degeneração macular causa dano ou falência dessa região. Impede ou dificulta a leitura e os trabalhos feitos de perto sem, contudo, causar cegueira total. Se a visão periférica não estiver comprometida por outros problemas, é possível ver os objetos que ficam ao lado da mancha provocada pela degeneração macular.

Pode ser detectada e diagnosticada precocemente por um oftalmologista, através de exames oculares periódicos. O imediato encaminhamento a um especialista em doenças da retina pode prevenir danos adicionais através de tratamento específico e pode levar o paciente a encontrar um ajuste visual com óculos especiais. Estes exames especializados são principalmente importantes quando algum membro da família relata história de problemas retinianos.

Quem está sujeito a doença e quais as formas?

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) está associada ao envelhecimento e é causada por uma atrofia ou afinamento das células visuais da mácula. Aparece com freqüência em idosos de pele clara e que apresentam na maioria das vezes, pequenos pigmentos no dorso das mãos. Entretanto, nem sempre o envelhecimento leva à perda da visão central.

As manifestações mais importantes da doença são as drusas ou pequenas manchas amareladas, que significam acúmulo de produtos resultantes da oxidação celular.
A DMRI pode se apresentar de forma atrófica (seca) ou exsudativa (úmida). A forma seca (figura 10) é chamada de degeneração involucional e representa 90% dos casos. Os outros 10% de casos de degeneração macular são formas exsudativas.
Existem tipos de degeneração macular que são herdados. Podem ocorrer em pacientes adolescentes e não estão associados com o processo de envelhecimento. Ocasionalmente, a alta miopia, o trauma, processos infecciosos, inflamação e outros agentes, podem também lesar o tecido delicado da mácula e/ou causar neovaso.

Tratamento clínico e a laser

O uso de uso de suplementos alimentares constituídos de minerais e vitaminas antioxidantes (A, E, C, zinco, betacaroteno, selênio) pode impedir a progressão da doença em pacientes com muitas drusas nos dois olhos ou forma avançada (cicatricial) em um olho.
Nos estágios iniciais da forma exsudativa ou com neovasos, a cirurgia oftalmológica por intermédio do laser pode retardar ou “controlar” as suas conseqüências. Assim, após o trata-mento, o retinólogo pode planejar o regime mais adequado a cada caso.



Retinoblastoma

É o câncer originário das células embrionárias da retina (porção posterior do olho responsável pela transformação dos estímulos luminosos em estímulos nervosos que vão para o cérebro). Afeta uma em cada 15.000 a 30.000 crianças nascidas nos EUA. Parece ser mais comum nos países em desenvolvimento. É o tumor ocular mais comum das crianças, que podem ser de todas as raças, e de ambos os sexos.

É uma doença de etiologia genética decorrente da mutação de um gene localizado no braço longo do cromossomo 13. Pode ter caráter hereditário, o que ocorre em 10% dos casos; esses casos têm transmissão pelo modelo autossômico dominante. Os 90% restantes têm apresentação não hereditária.

O retinoblastoma pode ser congênito ou aparecer durante os 3 primeiros anos de vida principalmente. Pode ser uni ou bilateral. A maioria dos casos (75%) é unilateral.

Pode se apresentar de diversas maneiras. A maioria dos pacientes apresenta um reflexo branco na pupila (leucocoria), ao invés da pupila preta normal ou, então, em substituição ao reflexo vermelho, também normal, que aparece em fotografias, quando se está olhando diretamente para a câmara fotográfica. O reflexo branco anormal na pupila é, às vezes, referido como o “reflexo do olho do gato”.

O estrabismo(ou desvio ocular) é a segunda maneira mais comum de apresentação do retinoblastoma.

Pode apresentar-se também através de outros sinais como: olho vermelho, dolorido, baixa visual, inflamação de tecidos perioculares, pupila aumentada ou dilatada e mudança de cor da íris (heterocromia). Pode vir associado a outras anomalias como o retardo no desenvolvimento, malformação das orelhas, polidactilia e retardo mental.
O diagnóstico é feito pelo exame do fundo do olho com oftalmoscopia indireta (mapeamento de retina). Algumas vezes precisamos fazer o exame com a criança sedada. Ultrassonografia ocular pode ser usada para confirmar a presença de retinoblastoma e permite medir o tamanho do(s) tumor(es). Tomografia computadorizada e ressonância magnética também são importantes para se determinar extensão para órbita, nervo óptico e cérebro.

Um oncologista pediatra é importante para investigar presença de metástases e definições de condutas terapêuticas, juntamente com o oftalmologista.
O tratamento é individualizado para cada paciente. Ele depende do tamanho do tumor, da idade da criança, do envolvimento de um ou de ambos os olhos e da presença de metástases. Os objetivos do tratamento, por ordem decrescente de importância, são: salvar a vida, manter o olho e a visão e preservar a aparência estética.

Tumores pequenos, em geral são tratados por laser ou crioterapia. Tumores médios são tratados por quimioterapia, braquiterapia ou radiação por feixes externos e laser. Tumores grandes, geralmente só podem ser tratados pela remoção do globo ocular (enucleação). Quando há invasão do sistema nervoso central ou metástases à distância usa-se quimioterapia e radioterapia no tratamento. Os resultados são tanto melhores quando menos avançado é o estádio da doença.

IMPORTANTE:

• Única forma de realmente se fazer o diagnóstico precoce do retinoblastoma é a realização de fundoscopia sob midríase (dilatação pupilar) em crianças sem sinais ou sintomas. Assim poderíamos tratar a maioria dos casos conservadoramente, evitando o grande número de enucleações. Pelo menos com 1 ano de vida e a seguir anualmente, toda criança deveria ter seus olhos examinados, com dilatação pupilar e exame de seu fundo de olho por oftalmologista familiarizado com a realização de exames de retina de crianças.

•Toda criança sob suspeita de retinoblastoma deve ser examinada o mais rápido possível. Crianças com pais ou familiares que apresentaram a doença devem ser examinadas no berçário e manter um programa de segmento rígido.

•A enucleação é a forma mais comum de tratamento do retinoblastoma, principalmente devido ao diagnóstico tardio e dificuldade para se chegar a centros especializados. Sempre que os pais notarem alguma alteração no reflexo do olho da criança esta deve ser examinada o mais rápido possível.

•O exame oftalmológico de crianças sempre deve ser feito com oftalmoscópio indireto e pupila dilatada para se identificar doenças retinianas precocemente.

•NÃO considerar casos de ESTRABISMO constante como normais após os 2 meses de vida. Devem todos ser examinados pois podem ser manifestações de diversas doenças oculares como catarata, glaucoma e retinoblastoma.




O QUE SÃO BIOFILMES

DESENVOLVIMENTO DE UM BIOFILME

DESENVOLVIMENTO DE UM BIOFILME. (a) Colonização primária de um substrato; (b) crescimento, divisão celular e produção do exopolissacarídeo (EPS), com o desenvolvimento de microcolônias; (c) coadesão de células individuais, de células coagregadas e grupos de células idênticas, originando um biofilme jovem, de múltiplas espécies; (d) maturação e formação de mosaicos clonais no biofilme maduro.
(Adaptado de Rickard et al., Trends Microbiol., 11:94-100, 2003)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Úlcera de Córnea

Patologia ocular muitas vezes gravíssima, podendo até levar à cegueira. É a destruição das camadas da córnea, causada por agentes infecciosos, traumas ou doenças degenerativas. O tratamento depende da causa e algumas vezes há a necessidade de transplante de córnea.


Esquizofrenia

Apesar da exata origem não estar concluída, as evidências indicam mais e mais fortemente que a esquizofrenia é um severo transtorno do funcionamento cerebral. A Dra Nancy Andreasen disse: "As atuais evidências relativas às causas da esquizofrenia são um mosaico: a única coisa clara é a constituição multifatorial da esquizofrenia. Isso inclui mudanças na química cerebral, fatores genéticos e mesmo alterações estruturais. A origem viral e traumas encefálicos não estão descartados. A esquizofrenia é provavelmente um grupo de doenças relacionadas, algumas causadas por um fator, outras, por outros fatores".
A questão sobre a existência de várias esquizofrenias e não apenas uma única doença não é um assunto novo. Primeiro, pela diversidade de manifestações como os sub-tipos paranóide, hebefrênico e catatônico além das formas atípicas, que são conhecidas há décadas. Segundo, por analogia com outras áreas médicas como o câncer. O câncer para o leigo é uma doença que pode atingir diferentes órgãos. Na verdade trata-se de várias doenças com manifestação semelhante. Para cada tipo de câncer há uma causa distinta, um tratamento específico em chances de cura distintas. São, portanto, várias doenças. Na esquizofrenia talvez seja o mesmo e o simples fato de tratá-la como uma doença só que atrapalha sua compreensão. Poucos sabemos sobre e
ssa doença. O máximo que conseguimos foi obter controle dos sintomas com os antipsicóticos. Nem sua classificação, que é um dos aspectos fundamentais da pesquisa, foi devidamente concluída.